sexta-feira, 30 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Vladmir MAIAKOWSK
MAIAKOWSKI
Vladmir Vladrovitch MAIAKOWSK, poeta e dramaturgo russo, nasceu em 1894. Depois da morte do pai a família mudou-se para Moscou. Quando estudante, fez parte de uma organização revolucionária subterrânea e foi preso diversas vezes. Já como estudante, revelou seu espírito revolucionário fazendo parte de uma escola de arte que reunia um grupo de extremistas, mais tarde futurista . seu primeiro poema "futurists" foi publicado em 1912 e de Moscou. Nos 13 últimos anos de sua vida viveu ativamente, escrevendo, viajando, recitando, pintando, fazendo comícios, atirando-se intensamente na luta da nova pátria. Entre seus poemas de viagens destacam-se: "Amerikanskiye stikni" (1925-26), Versos americanos. Suicidou-se em 1930.
ORDEM DO DIA AOS EXÉRCITOS DA ARTE
A brigada dos velhos repete sem se cansar
A cantilena é sempre igual:
Camarada
Para as barricadas!
E eu digo
"Barricadas da alma e do coração.
E eu digo:
Somente é comunista verdadeiro
Quem destrói as pontes da retirada.
Basta de marchas futuristas;
Ou de saltos no futuro.
Construir um trem é pouco.
Se a canção rebelde não levanta os povos
De que serve a mudança de marcha?
Ajuntai os sons uns aos outros
E prossegui
Cantando e assobiando
Há entretanto lindas letras
U
R
S
S
É pouco para fabricar um par de botinas
Ou coser os galões às calças.
Os deputados não movimentarão os exércitos
Se os músicos não abrirem a marcha.
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Basta de verdades baratas.
Arrancai o ranço do coração!
As ruas são nossos pincéis
E paletas as nossas praças.
No livro do tempo
Ainda não foram cantadas
As mil páginas da revolução.
Para a rua, futuristas,
Tambores e poetas!
(Trad. de Sérgio Millet)
AR DE NOTURNO
AR DE NOTURNO
Tenho muito medo
das folhas mortas,
medo dos prados
cheios de orvalho.
eu vou dormir;
se não me despertas,
deixarei a teu lado meu coração frio.
O que é isso que soa
bem longe ?
Amor. O vento nas vidraças,
amor meu !
Pus em ti colares
com gemas de aurora.
Por que me abandonas
neste caminho ?
Se vais muito longe,
meu pássaro chora
e a verde vinha
não dará seu vinho.
O que é isso que soa
bem longe ?
Amor. O vento nas vidraças,
amor meu !
Nunca saberás,
esfinge de neve,
o muito que eu
haveria de te querer
essas madrugadas
quando chove
e no ramo seco
se desfaz o ninho.
O que é isso que soa
bem longe ?
Amor. O vento nas vidraças,
amor meu !
Frederico Garcia Lorca
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