segunda-feira, 10 de maio de 2010
Festival Mata Atlantica

No dia 27 de Maio comemora-se o Dia Nacional da Mata Atlântica e 2010 foi eleito pela ONU o Ano Internacional da Biodiversidade.
Estudos divulgados na última versão do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, coordenados pelo INPE/Fundação SOS Mata Atlântica, publicado em maio de 2009, revelam que Ubatuba é campeã nacional na preservação deste bioma, empatada com Ilhabela, com 85% da vegetação original preservada. E de acordo com levantamento realizado pelo Instituto Florestal-SP, divulgado no último mês de março, Ubatuba preserva 89,9% de sua vegetação, liderando o ranking estadual. Esses dois dados confirmam o alto grau de riqueza natural do município, colocando-o em posição estratégica face às políticas de desenvolvimento socioambiental, educação e turismo sustentável.
Em vista do comprometimento da Prefeitura do Município de Ubatuba, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, com a preservação ambiental e conservação dos recursos naturais, realizaremos o I Festival da Mata Atlântica composto por uma série de atividades de cunho informativo, educativo e técnico em favor da proteção, restauro e sustentabilidade do bioma Mata Atlântica, com início no dia 07 de Maio e término no dia 05 de Junho, Dia Mundial do Meio Ambiente.
Dentro da programação do Festival, serão contemplados eventos que já compõem o calendário esportivo, cultural e gastronômico da cidade. Diversas entidades governamentais, privadas e terceiro setor, estarão participando das atividades distribuídas de norte a sul do município.
O I Festival da Mata Atlântica tem como público alvo os munícipes e visitantes de todas as faixas etárias.
Agenda:
4 a 9 de Maio - terça a domingo
Super Surf Internacional 5 Stars
Plano de sustentabilidade
Local: Praia de Itamambuca - Horário: Durante todo o dia.
Público alvo: Atletas do surfe e comunidade em geral.
Parceiros: APA Marinha – LN, PESM, PEIA, CBH – LN, IPEMA, SAI, SAMITA, Praia Viva, Greenpeace e Projeto Tamar.
11 de Maio - terça
Oficina: Mata Atlântica, ECO Projeto na Escola-IPEMA e "Programa Nestlé Faz Bem Cuidar"
Apresentação de projetos relacionados a Mata Atlântica, Permacultura nas Escolas-IPEMA e Projeto CUIDAR-Nestlé.
Local: Ubatuba Palace Hotel - Horário: 13:30 h
Público alvo: Diretores e coordenadores de escolas municipais.
Parceiros: Secretaria Municipal de Educação, Nestlé e IPEMA.
12 de Maio - quarta
Conhecimentos fundamentais para o plantio de árvores e Pedágio Ambiental
Orientação técnica para o plantio de árvores e atividade do Pedágio Ambiental
Local: EM Pres. Tancredo de Almeida Neves - Horário: 19h
Público alvo: Alunos do Curso Técnico de Meio Ambiente da EM Tancredo.
Parceiros: EM Pres. Tancredo de Almeida Neves e Agrodrop.
13 de Maio - quinta
Oficina: Painel de Experiências
Divulgação de experiências ambientais - procedimentos para o plantio simultâneo
Local: EM Pres. Tancredo de Almeida Neves - Horário: 18h
Público alvo: Presidentes de Associações de Bairros
Parceiros: Assessoria de Assuntos Comunitários e Presidentes de Associações de Bairros
15 e 16 de Maio - sábado e domingo
2ª Festa da Juçara
Cultura – gastronomia – comunidade tradicional
Local: Sertão do Ubatumirim - Horário: Solicitar programação completa.
Público alvo: Comunidade em geral
Realização: Comunidade Tradicional, IPEMA e PMU.
15 e 16 de Maio - sábado e domingo
Hang Loose Surf Attack
Plano de sustentabilidade
Local: Praia de Itamambuca - Horário: durante todo o dia
Público alvo: Atletas do surfe e comunidade em geral.
Parceiros: Hang Loose
18 de Maio - terça
Trilha Ecológica na Ilha Anchieta
Apresentação do PEIA e trilha na Mata Atlântica.
Local: Ilha Anchieta - Horário: 9h com saída do Saco da Ribeira
Público alvo: alunos e professores das escolas municipais (25 pessoas)
Parceiros: Parque Estadual da Ilha Anchieta
19 de Maio - quarta
Oficina: Plantas Medicinais da Mata Atlântica
Utilização de plantas medicinais, aromáticas e condimentares da Mata Atlântica
Palestrante: Maria Márcia S. Souza
Local: EM Pres. Tancredo de Almeida Neves - Horário: 8:30 às 17h
Público alvo: Comunidade em geral
Parceiros: EDR – Escritório de Desenvolvimento Rural /Pindamonhangaba - CATI - SAA
20 de Maio - quinta
Oficina Curso de Manejo da Palmeira Juçara (Euterpe edulis Mart.)
Manejo e beneficiamento dos frutos da palmeira Juçara
Local: APTA - Horário: 13:30 h
Público alvo: Agricultores, agentes da educação e demais interessados.
Parceiros: IPEMA e APTA
21 de Maio - sexta
Oficina Mata Atlântica: A Floresta vista do Espaço
Monitoramento de floresta utilizando imagens de satélite
Palestrantes: René Novaes – geógrafo e Veronica Gama – bióloga / INPE
Local: Ubatuba Palace Hotel - Horário: 19:30h
Público alvo: Público em geral.
Parceiro: INPE
21 e 28 de Maio - sexta
Visita monitorada ao IPEMA - Instituto de Permacultura da Mata Atlântica
Apresentação do Instituto – projetos e experiências
Local: Rua Beira Rio - Estrada do Corcovado - Horário: 9h às 17h
Público alvo: Comunidade em geral
Parceiro: IPEMA
23 de Maio - domingo
Trilha ecológica monitorada e Plantio de mudas no Sítio Bicho Preguiça
Trilha interpretativa – plantio de mudas
Local: Rio-Santos, Km 33, entre as praias de Itamambuca e Felix - Horário: 11h
Público alvo: Comunidade em geral.
Parceiros: Instituto Bicho Preguiça e Instituto da Árvore.
26 de Maio - quarta
Parque Estadual da Serra Do Mar - Núcleo Picinguaba: Trilha Fluvial
Apresentação do PESM –Trilha Fluvial – Educação Ambiental
Local: PESM - Horário: Turma 1 às 9h e Turma 2 às 14h (20 pessoas por turma)
Público alvo: Professores e alunos das escolas municipais.
Parceiros: PESM – Núcleo Picinguaba
Dia da Mata Atlântica - 27 de Maio
Pedágio Ambiental
Doação de mudas e material informativo
Local: Principais ruas da cidade - Horário: 10h
Público alvo: Moradores e visitantes de Ubatuba.
Parceiros: ELEKTRO, EM Pres. Tancredo de Almeida Neves e voluntários interessados.
Enriquecimento florestal
Plantio de árvores
Local: Praça 13 de Maio – Centro - Horário: 10h
Parceiros: Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos e Agrodrop.
Plantio Simultâneo Municipal
Plantio simultâneo nos bairros de Ubatuba
Local: definidos pelas Associações de Bairros, Escolas e outras Instituições - interessadas - Horário: 15h
Público alvo: Comunidade em geral.
Parceiros: Associações de Bairros, Escolas e Instituições interessadas.
29 de Maio - sábado
Viver a Mata Atlântica - Observação de Aves
Conhecimento e observação de aves
Local: Fazenda Angelim - Horário: 7:30 – 12h
Público Alvo: Comunidade em geral
Parceiros: Ubatubabirds e Aves de Itamambuca
1° de Junho - terça
Palestra: Projeto Mangue
Ecossistema mangue - preservação
Local: EM Pres. Tancredo de Almeida Neves - Horário: 19h
Público alvo: Alunos do curso técnico Meio Ambiente
Parceiros: ASSU e EM Pres. Tancredo de Almeida Neves
02 de Junho - quarta
Viver a Mata Atlântica - Observação de Aves na Mata
Conhecimento e observação de aves
Local: Horto Florestal - Horário: 13:30h às 17h
Público alvo: Professores e alunos especiais
Parceiros: Secretaria Municipal de Educação e Ubatubabirds
04 a 06 de Junho - sexta a domingo
Viver a Mata Atlântica – Curso de Fotografia de Aves
Conhecimento das aves – aprimoramento da técnica fotográfica
Palestrante: J. Quental
Local: Itamambuca Eco Resort - Horário: Solicitar programação completa
Público alvo: Profissionais e amantes de fotografia da natureza.
Parceiros: Ubatubabirds e Projeto Aves de Itamambuca
05 de junho - sábado
Pedágio Ambiental e lançamento do Projeto Plantio Voluntário
Doação de mudas – Projeto Plantio Voluntário
Local: Principais ruas da cidade - Horário: 10h
Público alvo: Moradores e visitantes de Ubatuba.
Parceiros: ELEKTRO, EM Pres. Tancredo de Almeida Neves e voluntários interessados.
05 de junho - sábado
Estudo do Meio para Plantio de Mangue
Visita ao mangue com técnicos e voluntários
Local: Barra dos Pescadores e entorno - Horário: 09h
Público alvo: Comunidade da Barra dos pescadores e alunos de Escola Estadual
Parceiros: EE. Dr. Esteves da Silva e ASSU
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Ariano Suassuna participa de projeto literário em Caçapava

Escritor abre na próxima sexta, dia 7, temporada 2010 do projeto de incentivo à leitura “Encontro com as Letras”, no Cine Vogue.
O escritor Ariano Suassuna apresenta em Caçapava na próxima sexta-feira (7), às 20h, no Cine Vogue, a aula-espetáculo “Raízes Populares da Cultura Brasileira” na abertura da temporada 2010 do Projeto Encontro com as Letras.
O ingresso será trocado por um quilo de alimento no dia da apresentação, das 9h às 11h30 e das 13h às 17h30, na bilheteria do cinema (Rua Cel. José Guimarães, 160, Centro).
Este é o quarto ano em que o Projeto Encontro com as Letras é realizado em Caçapava. O objetivo é aproximar o escritor de seus leitores por meio de bate-papos informais com renomados autores brasileiros, estimulando assim o gosto pela leitura entre crianças, jovens e adultos.
Nomes como Ferreira Gullar, Arnaldo Antunes e Ignácio de Loyola Brandão já participaram da programação.
Ariano Suassuna é considerado um dos mais importantes escritores brasileiros de nosso tempo.
No teatro, sua obra mais popular é o “Auto da Compadecida”, escrita em 1955 e reverenciada pelos críticos e pelo público desde então. Em 1999, o texto foi adaptado para a televisão na minissérie assinada por Guel Arraes, ganhando versão para o cinema no ano seguinte e se tornado ainda mais popular. A peça já havia sido adaptada para o cinema nos anos 60.
Serviço:
“Ariano Suassuana – Dia 7 de maio, às 20h, no Cine Vogue – Rua Cel. José Guimarães, 160 – Centro – Caçapava. O ingresso será trocado por um quilo de alimento, no dia da apresentação, das 9h às 11h30 e das 13h às 17h30, na bilheteria do cinema. Informações: Tel. (12) 3652-9222.
terça-feira, 4 de maio de 2010
FUNDO MUNICIPAL DE CULTURA
No último dia 26/4, a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, em conjunto com o Ministério da Cultura (MINC), realizou uma audiência pública na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo para discutir o chamado “Procultura”, ou seja, a nova Lei que reestrutura a Lei Rouanet e reformula o Fundo Nacional de Cultura (FNC).
O diagnóstico feito pelo Minc mostra que nos 18 anos de existência da Lei Rouanet houve uma concentração dos recursos na região Sudeste, que ficou com quase 80% dos investimentos. Da mesma maneira, apresenta uma elitização na utilização dos recursos, a título de exemplo, em 2009, apenas 3% dos proponentes de projetos captaram 50% dos recursos autorizados.
Diante disto e da necessidade do Fundo Nacional de Cultura oferecer à sociedade civil mais aportes de recursos, no ano passado foram abertas consultas públicas e debates para aprimorar a proposta de reformulação da legislação.
No inicio deste ano, o Projeto de Lei foi protocolado no Congresso e atualmente é alvo de audiências públicas, estando previstas ainda mais sete pelo país até a reunião na qual serão finalizados os trabalhos da comissão em Brasília no dia 13/5. É bom lembrar que o Procultura, além de possibilitar maior financiamento à sociedade civil, também prevê o repasse de 30% dos recursos do FNC para Fundos Estaduais e Municipais como forma de consolidação do Sistema Nacional de Cultura.
Na 1ª Conferência Municipal de Cultura (CMC) de São José dos Campos realizada em 2009 foi aprovada a criação do Fundo. Pelo que vemos até a presente data nada foi feito por parte da Fundação Cultural Cassiano Ricardo para efetivar essa resolução. Também é bom lembrar que na Câmara Municipal há um PL que propõe um Fundo, porém não se tem efetivamente nenhuma ação para fazer avançar tal discussão.
É fundamental estabelecer este debate, dado que atualmente a Lei de Incentivos Fiscais à Cultura não dá conta de apoiar os projetos de nosso município, já que a cidade tem condições de ampliar o apoio aos grupos e artistas como forma de alavancar o desenvolvimento cultural.
A FCCR deve ousar, sem medo de dialogar com a sociedade, abrindo seus espaços de comunicação para colher sugestões no sentido de diversificar as fontes de recursos no município destinadas à cultura. Da mesma forma, a Comissão de Cultura e Esportes da Câmara Municipal deveria promover debates em torno do PL protocolado na casa.
Devemos nos espelhar no exemplo do governo federal que tem buscado democraticamente promover o debate para que ainda este ano possamos ter uma nova lei que possa promover novas possibilidades de recursos destinados à cultura de nosso país. Se no início da década de 90 o que estava em voga eram as leis de incentivo, o que se discute atualmente é o fortalecimento de fundos públicos de cultura com decisões compartilhadas do uso de seus recursos por parte da sociedade civil.
Alcemir Palma é sociólogo e membro da comissão organizadora da 1ª CMC de São José dos Campos
O diagnóstico feito pelo Minc mostra que nos 18 anos de existência da Lei Rouanet houve uma concentração dos recursos na região Sudeste, que ficou com quase 80% dos investimentos. Da mesma maneira, apresenta uma elitização na utilização dos recursos, a título de exemplo, em 2009, apenas 3% dos proponentes de projetos captaram 50% dos recursos autorizados.
Diante disto e da necessidade do Fundo Nacional de Cultura oferecer à sociedade civil mais aportes de recursos, no ano passado foram abertas consultas públicas e debates para aprimorar a proposta de reformulação da legislação.
No inicio deste ano, o Projeto de Lei foi protocolado no Congresso e atualmente é alvo de audiências públicas, estando previstas ainda mais sete pelo país até a reunião na qual serão finalizados os trabalhos da comissão em Brasília no dia 13/5. É bom lembrar que o Procultura, além de possibilitar maior financiamento à sociedade civil, também prevê o repasse de 30% dos recursos do FNC para Fundos Estaduais e Municipais como forma de consolidação do Sistema Nacional de Cultura.
Na 1ª Conferência Municipal de Cultura (CMC) de São José dos Campos realizada em 2009 foi aprovada a criação do Fundo. Pelo que vemos até a presente data nada foi feito por parte da Fundação Cultural Cassiano Ricardo para efetivar essa resolução. Também é bom lembrar que na Câmara Municipal há um PL que propõe um Fundo, porém não se tem efetivamente nenhuma ação para fazer avançar tal discussão.
É fundamental estabelecer este debate, dado que atualmente a Lei de Incentivos Fiscais à Cultura não dá conta de apoiar os projetos de nosso município, já que a cidade tem condições de ampliar o apoio aos grupos e artistas como forma de alavancar o desenvolvimento cultural.
A FCCR deve ousar, sem medo de dialogar com a sociedade, abrindo seus espaços de comunicação para colher sugestões no sentido de diversificar as fontes de recursos no município destinadas à cultura. Da mesma forma, a Comissão de Cultura e Esportes da Câmara Municipal deveria promover debates em torno do PL protocolado na casa.
Devemos nos espelhar no exemplo do governo federal que tem buscado democraticamente promover o debate para que ainda este ano possamos ter uma nova lei que possa promover novas possibilidades de recursos destinados à cultura de nosso país. Se no início da década de 90 o que estava em voga eram as leis de incentivo, o que se discute atualmente é o fortalecimento de fundos públicos de cultura com decisões compartilhadas do uso de seus recursos por parte da sociedade civil.
Alcemir Palma é sociólogo e membro da comissão organizadora da 1ª CMC de São José dos Campos
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Carta aberta a revista Valeparaibano
Caríssimos
Moro em São José dos Campos há quase duas décadas e sou integrante da comissão de escritores da cidade - III Festival da Mantiqueira.
Venho através deste externar meu sentimento de pesar em relação a matéria “Letras na Serra” publicada na revista Vale Viver edição de Maio.
Estive em todas as edições desta Feira Literária e clarividente os escritores da nossa cidade permanecem a margem.
Em 2008 a invisibilidade para com esta demanda foi tão alarmante a ponto dos responsáveis pelo evento chamarem a guarda municipal para nos retirar da praça. Simplesmente por que conversávamos e estávamos “em bando” (expressão usada por um dos organizadores do evento). Após esse episódio fiz um pedido verbal a Fundação Cultural Cassiano Ricardo no intuito de conseguirmos algo que nos assegurássemos o direito de permanecer no local durante o evento. Em 2009 houve a concessão de uma TENDA embora sem qualquer apoio logístico ou estrutural. Nascia ali o OFF FEST (literatura off-line) e com tristeza percebemos a prevalência da exclusão e do menosprezo para com o escritor joseense. Inclusive com o nosso imortal Cassiano Ricardo, que no ano passado sequer seu nome ou o nome da sua cidade foram citados na programação visual do evento, dando a entender que São Francisco Xavier é uma cidade independente de São José dos Campos.
Ressalto que a nossa literatura em nada perde para a nacional. Temos escritores com o dom legado aos poetas de estirpe que escrevem com propriedade, congruência e aptidão.
E com grande tristeza percebemos que esta depreciação para com os escritores é efetivada não apenas pelas organizações políticas e sociais mas também extensiva a imprensa. E como disse o poeta na sua queixa antiga “ É uma dor que me dói muito longe...Dor antiga separada do corpo”.
Sem mais
Zenilda Lua
Moro em São José dos Campos há quase duas décadas e sou integrante da comissão de escritores da cidade - III Festival da Mantiqueira.
Venho através deste externar meu sentimento de pesar em relação a matéria “Letras na Serra” publicada na revista Vale Viver edição de Maio.
Estive em todas as edições desta Feira Literária e clarividente os escritores da nossa cidade permanecem a margem.
Em 2008 a invisibilidade para com esta demanda foi tão alarmante a ponto dos responsáveis pelo evento chamarem a guarda municipal para nos retirar da praça. Simplesmente por que conversávamos e estávamos “em bando” (expressão usada por um dos organizadores do evento). Após esse episódio fiz um pedido verbal a Fundação Cultural Cassiano Ricardo no intuito de conseguirmos algo que nos assegurássemos o direito de permanecer no local durante o evento. Em 2009 houve a concessão de uma TENDA embora sem qualquer apoio logístico ou estrutural. Nascia ali o OFF FEST (literatura off-line) e com tristeza percebemos a prevalência da exclusão e do menosprezo para com o escritor joseense. Inclusive com o nosso imortal Cassiano Ricardo, que no ano passado sequer seu nome ou o nome da sua cidade foram citados na programação visual do evento, dando a entender que São Francisco Xavier é uma cidade independente de São José dos Campos.
Ressalto que a nossa literatura em nada perde para a nacional. Temos escritores com o dom legado aos poetas de estirpe que escrevem com propriedade, congruência e aptidão.
E com grande tristeza percebemos que esta depreciação para com os escritores é efetivada não apenas pelas organizações políticas e sociais mas também extensiva a imprensa. E como disse o poeta na sua queixa antiga “ É uma dor que me dói muito longe...Dor antiga separada do corpo”.
Sem mais
Zenilda Lua
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